sexta-feira, 2 de abril de 2010

Fingindo emoções



 Eu vi esse post no Badalhoca e achei muito engraçado! O Ronald Rios escreveu esse texto em 1° pessoa, mas na maioria das coisas que ele cita eu me identifico!(Principalmente no Reveillon e no Futebol)


Você às vezes tem a impressão de que está fingindo estar empolgado com alguma coisa só para não quebrar o clima festivo em que seus amigos estão? Fique sabendo que eu passo pelo mesmo - e constantemente. Às vezes meus "EBA!", "OBA!" e "MARAVILHA!" são apenas o que eu chamo de RPG DA VIDA REAL. De vez em quando eu fico olhando minha BUNDA no espelho só para ver se encontro algum código de barra, ou algo do tipo. E eis aqui uma lista de situações aonde eu ajo como um robô para o bem da sociedade. Vem comigo:

ANO-NOVO

Basta o pessoal começar a gritar aquelas paradas tipo "Feliz ano novo!", "Tudo de bom nesse agora que vem agora, MUITA PROSPERIDADE", "Muita LUZ" e etc, para eu entrar no meu modo FAKE. Não é que eu seja escroto, mas é que eu simplesmente não consigo desejar algo só porque deu meia-noite. A única vez que eu desejei algo à meia-noite foi quando eu saí dum rodízio de pizza e caminhei por Cordovil, extrema (e tensa) Zona-Norte do Rio de Janeiro. Desejei que não fosse meia-noite.

Fora que ano-novo não é só gritar coisas felizes. Há os ABRAÇOS. Se eu já me esforço para falar coisas, imagina sair abraçando todo mundo SUADO. O foda do ano-novo é que ele se passa no verão, em dezembrão, no pico do calor. Se a gente comemorasse o ano novo ali em julho, agosto, eu até toparia abraçar as pessoas numa boa.






NATAL

É mais ou menos a mesma coisa do ano-novo. Com o agravante deu ter que ficar fingindo para as crianças que o Papai-Noel existe. Não quero ser um idiota, mas gostaria que Papai-Noel fosse igual tv a cabo: algumas famílias têm, uma grande maioria não. Ninguém definitivamente precisa ter, depois do surgimento da banda-larga.
Acho que me perdi na linha de raciocínio. Vamos para o próximo.










FUTEBOL


Nossa, esse é demais. Antes de tudo: eu não sou um desses MODERNINHOS que enchem a boca para falar que odeia futebol, como se isso automaticamente tornasse alguém inteligente. Eu adoro futebol. Adoro jogar futebol, me divirto muito com os gols da rodada e sou capaz de passar um dia inteiro jogando Winning Eleven (jamais Fifa) parando apenas para mijar e/ou comer.


Mas eu não consigo amar loucamente um time. Nem ficar puto por ele. O meu, por exemplo, Botafogo. Quando ele ganha, eu acho legal. Quando ele perde, eu acho que a gente vai comer um crepe hoje, amor. Ou você prefere pedir pizza?

O problema é quando eu estou assistindo jogo com outros torcedores. Curto estar ali com a galera torcendo pro Fogão, é uma FESTA legal. Curto que a gente ganhe, sabe? Mas na hora do gol, na hora do "É campeão, porra!", eu sempre sinto que tô meio que encenando minha felicidade. Tenho a sensação de que alguém vai achar meu grito tão falso que vai pensar que estou aqui DE ESPIÃO, e torço para outra equipe na verdade.

Se bem que com o Botafogo, para gritar "É campeão, porra!", só encenando mesmo.
MUITO BOA ESSA HEIN. Essa é outra parada que me deixa PUTO. As PIADINHAS de futebol. "HAHAHA E ESSE BOSTAFOGO HEIN? VAI CHORAR? BOTAFOGUENSE SEMPRE CHORA... CHORA NÃO, FOGUINHO..." Veja bem, eu NEM LIGO de ser zoado. Aquilo ali para mim não significa nada. Da mesma forma que o Botafogo ganhando, eu não tenho certeza se vou pagar o aluguel pelos próximos 6 meses; o Botafogo perdendo não vai me roubar a namorada. Daí o cara vem me zoar como se eu ligasse e eu tenho que fingir uma insatisfação - normalmente bem sucedida, porque eu tô insatisfeito com a qualidade das piadas.

Sabe "Eu teria um desgosto profundo se faltasse o Flamengo no mundo?" Bom, se faltasse o Botafogo no mundo, eu toparia um China em Box - mas sem brócolis.

Bom, analisando agora, vejo que quase todos os momentos em que eu estive realmente feliz envolviam pizza. Vou tentar ir em reveillóns, ceias de natal e estádios sempre com uma fatia de pizza no bolso para desfrutar deles com honestidade.

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